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Crase com pérola

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Bom, a criatividade não tem limites, principalemtne quando o aluno está com sono e precisa responder à alguma pergunta. Logo na primeira aula da manhã, estávamos estudando o uso do acento grave, justificando a crase. No caderno do aluno havia a seguinte frase: "Os cientistas viajaram à Europa para averiguar os avanços na clonagem humana". O objetivo da atividade era usar ou não a crase e justificar a escolha. Em uma aula anterior, havíamos estudado as regras práticas, dentre elas, a que confirma o uso da crase substituindo a expressão "viajaram à Europa" por "voltaram da", confirmando o uso da crase. O alunos, prontamente, claro que com as limitações da dormência que o sufocava naquele instante, balbuciou algo como " a regra do "voltaram". Feliz que alguém se manifestasse corretamente e de primeira, eu, inocentemente, estimulo a resposta completa: "Isso, pra confirmar o uso é so saber que ele eles voltaram da...? E o infeliz me sai com ...

Mi biografía

Biografía de Mauricio Biscario Xisto Marta, uma de minhas alunas de espanhol e uma amiga muito especial, tinha de fazer um trabalho para entregar em um curso pela internet. Ela resolveu fazer uma biografia a meu respeito. E olha que linda!!! Marta, MUITA bondade sua, mas gostei e concordei com tudo. Convencido, eu?! Bah! Isso era antes. Agora sou perfeito. huahuahua Maurício Biscario Xisto nació en São Paulo, Brasil, el 06 de agosto de 1977. Su infancia la vivió parte en São Paulo, pero a los 5 años se fue a Itapetininga con su familia y en esta mediana ciudad, pasó su adolescencia. Por hacer parte del interior, Itapetininga puede se comparar a él por la tranquilidad y facilidad para vivir. Su primer trabajo, tras su graduación, fue en una escuela infantil, como profesor. Actualmente, aún como profesor, trabaja en el colegio con la asignatura de Lengua Portuguesa y en escuelas de idiomas, como profesor de español. Es un profesor muy dedicado, eficiente, amigo, innovador, se dedica t...

Gripe moderna

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Quando eu era menor (de idade, entenda-se bem, porque já nasci deste tamanho), não sei se era por descuido ou despreocupação ou porque a coisa era diferente mesmo, acredita que eu nunca tinha ouvido falar de gripe importada? Acho que isso é que chamam de globalização. Um desinfeliz espirra lá no monte do Zé Gaia e a maldita baba vem contaminando todo mundo aqui pra baixo. Mais interessante ainda é ver a loucura que isso causa nas pessoas. Descobri que muitas, mas muitas mesmo, começaram a lavar as mãos agora, porque passou na televisão. Antes, as pilantras faziam questão de tossir e espirrar e, em seguida, na maior "cara-de-pau", ofereciam a mão babada como gesto de cordialidade. Só porque a gripe recebeu nome de porco, começou a frescura! Preconceito com o bichinho, que há anos alimenta nossa despensa com bacon e bistecas. E o adiamento das aulas, então? Tá todo mundo num medo desgranhento de voltar pra escola! Mas eu acho que sei o porquê. Professor virou sinônimo de gripe....

Bem que se quis...

É, ainda existe vida inteligente na música brasileira. Minha amiga Francine me presenteou com um CD de um artista que, para mim, era desconhecido. E olha a preciosidade que eu ouvi, em umas das fiaxas do CD. Música boa, culturalmente exemplar e, depois que a gente passa dos trinta, milagrosamente saudosita... Aos meus heróis (Júlio César Marassi) Faz muito tempo que eu não escrevo nada, Acho que foi porque a TV ficou ligada Me esqueci que devo achar uma saída E usar palavras pra mudar a sua vida. Quero fazer uma canção mais delicada, Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada, Mas não consigo concordar com esse sistema E quero abrir sua cabeça pro meu tema Que fique claro: a juventude não tem culpa. É o eletronic fundindo a sua cuca. Eu também gosto de dançar o pancadão, Mas é saudável te dar outra opção. Os meus heróis estão calados nessa hora, Pois já fizeram e escreveram a sua história. Devagarinho vou achando meu espaço E não me esqueço das riquezas do passado. Eu quero “A bençã...

Preconceito...

Já postei coisas com prazer neste blog. Mas este post supera todos os prazeres, pois percebi que algo extraordinariamente simples pode ser divinamente colossal. Não é um vídeo novo, nem deve ser novidade pela internet. Também nem vou discutir se é jogada de marketing ou qualquer outra coisa do gênero. A questão é o momento, o pré-juízo, o preconceito que, inconscientemente se instala em nossos olhos. Emocionante é a descoberta de que somos furiosos e injustos nos julgamentos, mas que a vida se encarrega de nos mostrar, indubitavelmente, que nossa certeza mais entranhável é poeira, é pó, é sopro... Sem dúvida, um dos melhores vídeos circulados pela net. Apprécier!!!

Pérolas... falsas?

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Bom, como o primeiro intuito deste blog foi colocar aqui as pérolas que, como professor, a gente escuta, vou postar algumas delas. Claro que, quem tiver outras, mande-as para mim, que faço questão de colocar por aqui. Aliás, rir é sempre o melhor remédio (às vezes, a gente tem é vontade de chorar mesmo, rs). Olha o que eu escuto em uma aula: fazíamos um projeto em aula, para podermos montar um sarau. Mal falei a palavra, um aluno já manda essa pérola: ah, sarau é quando a gente pendura o textinho na cordinha, igual roupa? (acho que ele quis dizer varal, sei lá, mas eu já imaginei bastante gente pendurada pelas orelhas na "cordinha"). Outro me traz uma pesquisa, que era tarefa, porém como ele não a havia feito, pegou um revita emprestada, abriu numa página feito uni-duni-tê e disse: essa é minha pesquisa. Tudo bem. Perguntei sobre o que era. Ele disse que era sobre a lei seca. Perguntei qual era o estudo científico desta reportagem (era o tema da tarefa) e aí, nos 10 segundos ...

La artesanía del callar

No decirlo todo. Insinuar. Sugerir. Callar. Mostrar a medias. Todo se vale de este delicado equilibrio entre lo que dice y lo que calla. Entre lo que muestra y lo que oculta. Ya me dijo uno que soy dueño de lo que callo y esclavo de lo que digo. Pero, ¿no es para el hablar que nos la dieron la libertad de expresión? Día tras día somos aturdidos por avalanchas de palabras, de pensamientos, de opiniones, consejos y deliberaciones. El hablar vacío, el decir inepto, que, así como el viento, se lo escucha, pero pronto se nos va y prontísimo nos lo olvidamos. Y nos molesta el hecho de que, por tanto decir, nos escapa el callar. Por entonces, se nos dan a creer en esta bendecida libertad. A lo mejor, conseguimos una mirada lejana, pero tan distraída que más nos turba que acude. Y así nos vamos siguiendo, “curtidos de soledad”, en una ola gigante de dichos, pero en un abismo profundo de inacciones. Hay que reflexionar sobre cómo se construye esta tensión entre lo dicho y lo callado, lo rascado...